segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Tudo e nada.


Quero-me esquecer de acordar. E fingir que a noite é eterna. Que a luz se apagou infinitamente num sopro estranho que me gelou a alma.
E morrer devagar, como uma vela que chega ao fim. Sem o sol para me envergonhar. Sem medo de não acordar. Por saber que é eterna a noite, ou a cegueira, ou a falta de luz e de calor.
Vazia.
Casca vazia ou coisa nenhuma.
Fim
Fim ou nada
Tudo ou nada
Tudo e nada
Coisa vazia
Quase ninguém.

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